Faltam motivos. Faltam vontades.
Falta teu colo perfeito e o sossego no peito quando você não está.
Tem um livro pela metade, tem shows rolando na tv, tem internet e chá gelado de limão. Mas na tua falta não tem ninguém.
Ninguém pra protestar pela cama desarrumada até as quatro da tarde, ninguém pra me mandar calçar os chinelos a todo o momento, ninguém pra contar piadas sem graça ou pra chegar com chocolate branco e estragar minha dieta.
Ninguém pra disputar o controle remoto, pra discutir por tudo e por nada, pra me fazer lembrar que eu preciso carregar a bateria do celular, lembrar de tirar a roupa da máquina, censurar os meus filmes repetidos, reclamar do meu tempo na frente do computador, xingar o juíz daquela partida de futebol, elogiar minha comida, parodiar letras de música e quase morrer de rir de tantas bobagens mútuas.
Falta você. Falta a peculiaridade da tua presença. Falta o bem que a tua presença me faz.
Teu olho colado no meu, tua mão procurando a minha, o cheiro do teu pescoço, seu braço em volta de mim. A paz singular que a tua companhia me traz.
Falta teu riso, teu abraço e teu abrigo.
Mas faltou você. E me lembrei que da sua falta, sobrou essa inspiração tomada de saudade e uma frase guardada pra esse escrito improviso: minha alegria cabe num fim de semana contigo.
Sobra muita falta quando você não está.